Memória Duke - Usina Rosana - Orestes Borri

Orestes Borri

"O meu nome é Orestes Borri. Nasci no dia 9 de novembro de 1959 na cidade de Mococa, em São Paulo. Meu contato com as usinas veio quando comecei a trabalhar em Nova Avanhandava, na Sade, Sul Americana de Engenharia.
Depois acabei vindo para Rosana, na montagem da usina, mesmo, prestando serviço na CESP e fichado na CBPO, Companhia Brasileira de Projetos e Obras. Quando a Sade, que cuidava da montagem, chegou, praticamente todo mundo foi contratado por ela. Trabalhei em Rosana por essa firma até a montagem da máquina II, mais ou menos de 1986 a 1994. Porque cada máquina é montada em paralelo, monta uma, depois a outra e assim vai adiantando.
Então, praticamente sai uma a cada seis meses. Só que no caso dessa usina teve um atraso por conta do governo, assim como Porto Primavera. Depois fichei na Barefame para trabalhar junto com a turma da operação.
Sou formado técnico mecânico. Eu, praticamente, vim para a montagem nas usinas por causa dessa formação. Fiz o curso porque já trabalhava na área de mecânica, e como usina era um meio de emprego bom, saí para trabalhar nela. Sempre trabalhei nas usinas do Paranapanema mesmo, principalmente na de Rosana. Posso falar que praticamente tive um bom tempo da minha vida dentro dessa usina. Se for analisar, vivo mais nela do que na minha casa.
Quando vim para Rosana, eu ainda era solteiro, tinha na base de 25 anos. Depois casei e tive minha família em Porto Primavera, onde tinha um conjunto de casas feito para o pessoal da construção das barragens. Continuo lá e pretendo não ir embora tão cedo. É onde fiz minha vida. Antes de morar nessa casa, fiquei um bom tempo num alojamento que ficava do outro lado do asfalto, onde morava a turma que trabalhava na usina. Só quem ia para Primavera eram os casados. Quem fosse solteiro ficava alojado na beira da usina mesmo. O alojamento era um pavilhão com banheiro e quartos separados em blocos. Tinha no mínimo dez pavilhões de alojamento e umas cem pessoas em cada um desses. Dezesseis quartos por pavilhão, e neles tinha, praticamente, quatro pessoas. Era bem grande. Era uma estrutura bem boa. Tinha também o refeitório, que era da própria firma e que dava as refeições. Eles davam praticamente tudo, se for analisar." (Trechos da entrevista realizada em 27/08/2012)