Memória Duke - Usina Jurumirim - Milton Soares

Milton Soares

“Meu nome é Milton Soares. Eu nasci na cidade de Cambará, no estado do Paraná, no dia 24 de setembro de 1963. A minha família, na verdade, veio de Minas Gerais. Assim que eu completei nove meses de vida, meus pais mudaram para Ourinhos, no Estado de São Paulo.

Morei em Ourinhos um bom tempo. Lá, fiz o primeiro grau, o segundo e o ensino técnico em eletrotécnica. Na época, o José Sarney, que era o Presidente da República, tinha investido muito na economia do país. Então as empresas estavam procurando funcionários e, muitas vezes, iam procurar nas escolas. (...) Em abril de 1989, mais ou menos, fiz um concurso para trabalhar na antiga CESP. Passei nesse concurso e fui chamado para assumir o cargo. Só que, como eu não podia sair da empresa em que estava, por estar desenvolvendo algumas coisas que queria  concluir, conversei com o pessoal da CESP e demorei um ano para ir para lá. (...)

Quando entrei na CESP, o trabalho mudou um pouco, mas basicamente sempre estive trabalhando na manutenção mecânica. São áreas distintas, mas o básico que fazia lá, vim fazer na CESP também.

Comecei na CESP no dia 10 de abril de 1989. Fui alocado para trabalhar na Usina de Taquaruçu, que ainda não estava em atividade. Entrei como operador. Porém, não cheguei a trabalhar em turno. Porque, como a usina estava em final de montagem, eu ficava só acompanhando os processos de montagem.

Fiquei lá por três meses, até que um funcionário de Jurumirim, da área de mecânica, estava prestes a se aposentar. Foi quando surgiu a proposta para que eu viesse para substituí-lo na Usina de Jurumirim. Para mim foi uma alegria muito grande essa notícia, porque, como a minha família era de Ourinhos, eu iria trabalhar próximo a minha casa.

A cidade de Piraju, onde está a Usina de Jurumirim, eu não conhecia. Mas a pousada que fica perto da usina sim. Essa é uma história interessante porque, no tempo em que eu morava em Ourinhos, quando ainda era criança, trabalhavam dois engenheiros na CESP de Chavantes chamados Vander Machado e Mario Mota. As nossas famílias eram amigas, a gente saía com as filhas dele e todos se reuniam constantemente.

O Mario Mota e o Vander sempre iam nessa pousada de Jurumirim e, às vezes, eu também ia com as filhas deles para passear. Em uma dessas visitas, eles me levaram para conhecer a usina. Jamais imaginaria, naquela época, que fosse trabalhar no ramo da energia. Mas confesso para você que foi uma coisa que me atraiu. “ (Trechos da entrevista realizada em 19/06/2012)